Spurgeon - Contra a Teologia Liberal

 


Spurgeon - Contra a Teologia Liberal

Até o último dia de sua vida, Charles H. Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores, permaneceu firme na defesa do evangelho. Quando o racionalismo e a teologia liberal começaram a avançar dentro das igrejas, Spurgeon levantou sua voz contra o abandono das Escrituras e contra a negação das grandes verdades da fé cristã.

Esta obra reúne textos que revelam sua luta pela autoridade da Palavra de Deus, pela divindade de Cristo, pela cruz, pela expiação, pela regeneração e pela graça. Uma batalha que lhe trouxe profunda dor, atingiu amizades e relações ministeriais, mas que ele enfrentou com a convicção de que a verdade do evangelho não podia ser negociada.
Mais de um século depois, suas advertências continuam atuais. A Igreja precisa de homens e mulheres que conheçam a verdade, amem a Palavra e tenham coragem para permanecer firmes quando o erro se apresenta com aparência cristã.

702 Páginas | 14x21 cm

Leia estas páginas e caminhe com Spurgeon em uma de suas últimas e mais importantes batalhas: a defesa da fé que recebeu, pregou e jamais abandonou.


SUMÁRIO DA OBRA:

  1. Prefácio
  2. O Declive
  3. A Bíblia
  4. A Personalidade do Espírito Santo
  5. Infalibilidade — Onde Encontrá-la e Como Usá-la
  6. “Eu Pensei”
  7. Natural ou Espiritual?
  8. A Igreja de Deus e a Verdade de Deus
  9. Mantendo Firme a Fé
  10. O Que a Igreja Deve Ser
  11. A Infalibilidade das Escrituras
  12. O Sangue Derramado por Muitos
  13. A Expiação Anual
  14. A Cruz, a Nossa Glória
  15. O Poder da Sua Ressurreição
  16. Um Pregador Dentre os Mortos
  17. Ainda Não Estou Preso
  18. Salvação Segundo as Escrituras
  19. A Escola Dominical e as Escrituras
  20. Outra Palavra Sobre o Declive
  21. Cristianismo Ladeira Abaixo
  22. Um Lamento pelo Declínio e um Cântico para a Fé
  23. A Maior Batalha do Mundo

LEIA UM TRECHO:

Do Prefácio:

Vinte anos depois, porém, a situação havia mudado. Em 1885, Spurgeon continuava vendo o ritualismo como um perigo real, mas já não o considerava o principal campo de batalha. Algo mais profundo estava acontecendo. O problema agora não consistia apenas na introdução de determinadas práticas religiosas, mas na alteração do próprio conteúdo da fé cristã. O novo adversário não precisava necessariamente abandonar os nomes, as instituições ou mesmo os credos do cristianismo. Pelo contrário, sua força estava precisamente em permanecer dentro deles enquanto esvaziava seu significado. O racionalismo que Spurgeon percebia avançando entre os círculos teológicos e eclesiásticos era perigoso porque podia falar a linguagem da ortodoxia enquanto rejeitava aquilo que essa linguagem historicamente significava. O nome permanecia, mas a realidade era substituída. A terminologia cristã continuava nos púlpitos, nos documentos e nas confissões, mas podia ser preenchida com conceitos inteiramente estranhos à fé apostólica.

“No momento, a principal batalha é contra o Racionalismo. Vemos relativamente pouco de ateísmo declarado, deísmo ou infidelidade assumida e honesta; mas estamos cercados por homens que subscrevem nossos credos e os odeiam, empregam nossos termos e lhes atribuem significados falsos e até mesmo usam nossos púlpitos como posições estratégicas a partir das quais atacam as verdades fundamentais da nossa fé.” (S&T, 1885: iii)

De "Outras Palavras Sobre o Declínio":

"Nenhum amante do evangelho pode fechar os olhos para o fato de que vivemos dias maus. Estamos dispostos a minimizar nossas apreensões, atribuindo parte delas à nossa timidez natural, à cautela que acompanha a idade e à fraqueza produzida pela dor. Ainda assim, nossa convicção solene permanece: em muitas igrejas, a situação é muito pior do que parece e está descendo rapidamente ladeira abaixo. Leia os jornais que representam a corrente liberal entre os dissidentes e pergunte a si mesmo: Até onde ainda poderão chegar? Que doutrina lhes resta abandonar? Que outra verdade ainda poderá ser transformada em objeto de desprezo? Uma nova religião foi criada, e ela é tão cristã quanto o giz é queijo. No entanto, como lhe falta até mesmo a honestidade de admitir que abandonou a antiga fé, ela se apresenta como se fosse o velho cristianismo, apenas com algumas pequenas melhorias. E, sob esse pretexto, toma para si púlpitos que foram construídos para a pregação do evangelho. A expiação é rejeitada, a inspiração das Escrituras é ridicularizada, o Espírito Santo é reduzido a uma simples influência, o castigo do pecado é transformado em ficção e a ressurreição, em mito. E, apesar de tudo isso, esses inimigos da nossa fé esperam que os chamemos de irmãos e continuemos aliados a eles!

Por trás da falsidade doutrinária vem, naturalmente, o declínio da vida espiritual. Ele se revela no gosto por diversões de caráter duvidoso e no cansaço diante das reuniões de devoção. Em certa reunião de ministros e oficiais de igreja, um após outro começou a questionar o valor das reuniões de oração. Todos confessaram que a frequência era muito pequena, e alguns chegaram a admitir, sem o menor constrangimento, que haviam simplesmente abandonado essas reuniões. O que significa isso? Pode uma igreja estar em boas condições quando realiza apenas uma reunião de oração por semana — e mesmo essa não passa de um esqueleto, quase sem vida? Igrejas que se reúnem para orar várias vezes no Dia do Senhor e com muita frequência durante a semana ainda sentem que precisam orar mais. O que dizer, então, daqueles que raramente se unem para suplicar a Deus? Há poucas conversões? As congregações estão diminuindo? Quem pode se admirar disso, quando o espírito de oração foi embora?"

De "A Maior Batalha do Mundo"

"Não precisamos de nada além daquilo que Deus achou por bem revelar. Certos espíritos inquietos nunca se sentem em casa enquanto não estão correndo por aí; anseiam por alguma coisa que, penso eu, jamais encontrarão, nem no céu acima, nem na terra abaixo, nem nas águas debaixo da terra, enquanto permanecerem com a mente que agora têm. Nunca descansam, porque não querem se submeter a uma revelação infalível; por isso estão condenados a vagar pelo tempo e pela eternidade, sem jamais encontrar uma cidade permanente. Por um momento, exultam como se estivessem satisfeitos com seu último brinquedo intelectual; mas, poucos meses depois, divertem-se em despedaçar todas as ideias que antes haviam elaborado cuidadosamente e apresentado com grande entusiasmo. Sobem uma colina apenas para descer novamente. Na verdade, dizem que a busca pela verdade é melhor do que a própria verdade. Preferem pescar a comer o peixe — o que pode muito bem ser verdade, já que seus peixes são muito pequenos e cheios de espinhas.

Esses homens são tão habilidosos em destruir suas próprias teorias quanto certos mendigos são em rasgar suas próprias roupas. Começam tudo novamente de novo, inúmeras vezes; sua casa está sempre tendo os alicerces arrancados. Devem ser bons em começar, pois estão sempre começando desde que os conhecemos. São como algo levado de um lado para outro pelo vendaval, ou “como o mar agitado, que não pode aquietar-se, cujas águas lançam lama e lodo” (Is 57.20). Embora sua nuvem não seja aquela que anunciava a presença divina, ela está sempre se movendo diante deles, e suas tendas mal acabam de ser armadas quando já chega a hora de arrancar novamente as estacas. Esses homens nem sequer estão buscando certeza; seu céu está em evitar toda verdade fixa e seguir cada fogo-fátuo da especulação. Estão sempre aprendendo, mas jamais chegam ao conhecimento da verdade"

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