Calvinismo, Uma paráfrase - Vol 1 - Deus Pai, Deus Filho
O início da maior obra de João Calvino. Neste primeiro volume, o reformador apresenta os fundamentos da fé cristã, conduzindo o leitor ao conhecimento de Deus, das Escrituras, da criação, da queda do homem e da obra redentora de Cristo. Em uma linguagem clara e acessível, esta paráfrase preserva o pensamento de Calvino enquanto torna sua leitura agradável para o cristão de hoje. Este é o ponto de partida ideal para compreender as doutrinas centrais da Reforma Protestante.
Neste volume você encontrará:
- O conhecimento de Deus e de nós mesmos
- A autoridade e a suficiência das Escrituras
- A Trindade e os atributos de Deus
- A criação, a providência e o governo de Deus
- A queda do homem e a corrupção do pecado
- O livre-arbítrio e a incapacidade humana
- A Lei de Deus e seus propósitos
- Cristo como Profeta, Sacerdote e Rei
- A encarnação e a obra redentora de Cristo
- A graça, a justificação e a salvação
- O Antigo e o Novo Testamento
- A relação entre a Lei e o Evangelho
- A refutação dos erros e heresias
- Os fundamentos da fé reformada
LEIA UM TRECHO:
A providência divina governa todas as coisas com perfeita sabedoria
Com esse propósito, o salmista, no Salmo 107, descreve como Deus, de maneira admirável, frequentemente traz socorro súbito e inesperado aos miseráveis quando já se encontram à beira do desespero: protegendo os que vagueiam pelos desertos e finalmente reconduzindo-os ao caminho correto; alimentando os que desfalecem de fome; libertando os cativos de cadeias de ferro e de masmorras sombrias; conduzindo em segurança ao porto aqueles que, após naufrágios, estavam prestes a perecer; restaurando os enfermos já próximos das portas da morte; tornando férteis os campos que antes havia queimado com calor e seca; exaltando os mais humildes dentre o povo e abatendo os poderosos de seus altos tronos. Depois de apresentar exemplos dessa natureza, o salmista conclui que aquilo que os homens chamam de acontecimentos fortuitos nada mais é do que prova da providência divina e, especialmente, de sua bondade paternal, a qual oferece motivo de alegria aos justos e ao mesmo tempo fecha a boca dos ímpios.
A preservação contínua da Lei confirma a autenticidade de Moisés
Sei muito bem o que certos homens perversos murmuram em segredo quando desejam demonstrar sua suposta inteligência atacando a verdade divina. Perguntam como sabemos que Moisés e os profetas realmente escreveram os livros que levam seus nomes. Alguns chegam ao extremo de questionar se Moisés sequer existiu. Ora, se alguém colocasse em dúvida a existência de Platão, Aristóteles ou Cícero, não seria considerado digno de correção por tamanha loucura? A Lei de Moisés foi preservada de maneira admirável muito mais pela providência de Deus do que pelo cuidado dos homens. E embora, por negligência dos sacerdotes, ela tenha permanecido por algum tempo esquecida, desde o momento em que foi reencontrada pelo piedoso rei Josias, jamais deixou de ser conservada entre o povo e transmitida continuamente de geração em geração. E, de fato, quando Josias mandou trazê-la à luz, não apareceu como um livro novo ou desconhecido, mas como algo já amplamente conhecido e ainda presente na memória do povo.

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