Como Reformar a Cultura da Igreja?

 

Como Reformar a Cultura da Igreja?

Você já percebeu que existe algo errado na cultura da sua igreja, mas não sabe exatamente o que fazer a respeito?

Talvez você veja pouco interesse pela Bíblia, superficialidade no ensino, excesso de entretenimento, dificuldades com doutrina ou cristãos que frequentam a igreja durante anos sem realmente amadurecer na fé. O problema é perceber essas coisas e não saber como começar uma mudança saudável.

Como Reformar a Cultura da Igreja? foi escrito para esse cristão.
O livro começa colocando o problema diante dos nossos olhos, trazendo C. H. Spurgeon e sua conhecida advertência sobre uma igreja que precisa alimentar ovelhas em vez de simplesmente entretê-las. Depois, o leitor é conduzido pela Jornada do Peregrino, compreendendo sua própria caminhada, seus desafios, seu chamado e sua responsabilidade dentro do Reino de Deus. A jornada prepara o terreno para uma pergunta mais prática: o que eu posso fazer para ajudar minha igreja?

A partir daí, o livro entra no ensino e na influência. Você aprenderá princípios para estudar e ensinar teologia de maneira clara, compreender a cultura da sua comunidade, lidar com diferentes pessoas, defender a verdade com amor e desenvolver uma influência positiva dentro da igreja. No final, você encontrará ainda 15 técnicas de argumentação persuasiva, pensadas para ajudá-lo a conversar sobre a fé com mais sabedoria e clareza.

Este não é apenas um livro para identificar os problemas da igreja. É uma jornada para quem deseja compreender o que está acontecendo, amadurecer na fé e aprender a trabalhar pela transformação da sua própria comunidade cristã.

Se você ama a igreja, leva a Bíblia a sério e deseja vê-la crescer em doutrina, maturidade e santidade, talvez esta seja a leitura que estava procurando.


SUMÁRIO:

  1. Do Autor
  2. Alimentando Ovelhas ou Entretendo Cabras? (Spurgeon)
  3. Contra o Mundo (Spurgeon)
  4. A Jornada do Peregrino
  5. Como Ensinar Teologia na Igreja?
  6. Como Influenciar a Cultura de uma Igreja?
  7. 15 Técnicas para Argumentação Persuasiva
  8. Uma Santa Jornada (Spurgeon)

LEIA UM TRECHO:

Toda igreja tem uma cultura dominante. Algumas são pentecostais, outras pentecostais são menos "calorosas" que a maioria, e algumas tradicionais são mais pentecostais... enfim, você precisa saber onde está para conseguir influenciar as pessoas ao seu redor.
Fui batizado em 2010, e dois anos depois já estava na EBD. Passei pelos jovens, adolescentes e hoje, graças a Deus, estou com os adultos. Mas em 2015, iniciei um curso de teologia aberto numa faculdade reconhecida em Vitória/ES. No período em que fiquei no curso, estudava constantemente o que mandavam, na faculdade e em casa, pois o curso também envolvia matérias EAD. Foi o momento em que descobri a teologia acadêmica de fato, fiquei impressionado e não parei mais de estudar.
Porém, alguma coisa aconteceu comigo. Perdi a simplicidade, pois estava lendo textos acadêmicos e passei a ficar chocado com o fato de meus irmãos não compreenderem o que falava e não se importarem com os estudos que, naquele momento, estavam me interessando demais.

[...]

Há verdades que não entram pela mente primeiro; entram pelo afeto. Antes de qualquer raciocínio, existe o peso emocional do tema, o medo, a confusão, o desconforto. E, quando ignoramos isso, nossas palavras batem no muro e voltam. A técnica da empatia declarada existe para derrubar esse muro. Ela olha para o interlocutor não como alguém a ser convencido, mas como alguém a ser acolhido. E quando você declara essa compreensão, algo muda no ambiente da conversa: o coração da outra pessoa se desarma. Ela percebe que não está sendo tratada como obstáculo, mas como ser humano.

A mente humana não funciona bem sob ameaça. Sempre que uma pessoa sente que suas emoções estão sendo ignoradas ou minimizadas, ela entra em modo de defesa — e argumentos lógicos, por mais brilhantes que sejam, passam a soar como ruído. Mas quando você olha para ela com sinceridade e reconhece seu desconforto, é como dizer: “Eu vejo você. Eu entendo o peso disso”. Essa validação não transforma o erro em verdade, mas transforma a conversa em espaço seguro. E é dentro desse espaço que a verdade encontra terreno fértil para ser ouvida.

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