Cristianismo e Liberalismo - J. Gresham Machen


Cristianismo e Liberalismo - J. Gresham Machen

Publicado originalmente em 1923, Cristianismo e Liberalismo, de J. Gresham Machen, tornou-se um dos maiores clássicos da teologia reformada. Nesta obra, Machen demonstra que o liberalismo teológico não representa uma forma diferente de cristianismo, mas uma religião distinta, que preserva a linguagem bíblica enquanto abandona seu conteúdo.

Esta edição vai além de uma nova tradução. Além de um texto cuidadosamente revisado e atualizado para o português contemporâneo, ela reúne notas explicativas, contextualizações históricas e artigos exclusivos, mostrando como as questões levantadas por Machen continuam profundamente atuais diante dos desafios da Igreja no século XXI.

Uma edição preparada para ajudar o leitor não apenas a conhecer um clássico, mas também a compreender sua extraordinária relevância para os nossos dias.

SUMÁRIO:

  1. Prefácio
  2. Sobre o que trata este livro
  3. Capítulo I: Duas Religiões em Conflito
  4. Capítulo II: Sobre a Doutrina
  5. Capítulo III: Deus e o Homem
  6. Capítulo IV: A Bíblia Sagrada
  7. Capítulo V: Cristo
  8. Capítulo VI: A Salvação
  9. Capítulo VII: A Igreja
  10. Apêndice 1: Autores citados na obra
  11. Apêndice 2: Obras citadas pelo autor
  12. Apêndice 3: Do Passado para o Presente


LEIA UM TRECHO:

Especialmente na esfera da religião, o tempo presente é um tempo de conflito. A grande religião da redenção, conhecida ao longo da história como cristianismo, está enfrentando um tipo de crença religiosa completamente diferente, que se torna ainda mais perigoso porque utiliza a terminologia tradicional do cristianismo. Essa religião moderna, que não é centrada na redenção, costuma ser chamada de "modernismo" ou "liberalismo". Nenhum desses nomes é totalmente satisfatório; o segundo, em especial, já pressupõe uma conclusão antes mesmo da discussão começar. O movimento chamado de "liberalismo" é considerado "liberal" apenas por aqueles que o defendem. Para seus críticos, ele representa, na verdade, uma visão estreita que ignora muitos fatos importantes. Além disso, esse movimento se manifesta de formas tão variadas que quase parece impossível encontrar um único nome que descreva todas elas. Contudo, apesar dessa diversidade, sua raiz é uma só. As diferentes formas do liberalismo religioso moderno estão fundamentadas no naturalismo, isto é, na negação de qualquer intervenção direta do poder criador de Deus — distinta do curso normal da natureza — na origem do cristianismo. A palavra "naturalismo" é usada aqui em um sentido um pouco diferente do seu significado filosófico. Nesse sentido mais amplo e não técnico, ela descreve com razoável precisão a verdadeira raiz daquilo que passou a ser chamado, talvez por uma deturpação de um termo originalmente nobre, de religião "liberal".

A ascensão desse liberalismo moderno, fundamentado no naturalismo, não aconteceu por acaso. Ela foi provocada por profundas mudanças que ocorreram recentemente nas condições de vida da humanidade. Os últimos cem anos marcaram o início de uma nova era na história humana. Essa transformação pode até ser lamentada pelos mais conservadores, mas certamente não pode ser ignorada. Não se trata de uma mudança escondida, perceptível apenas aos observadores mais atentos. Pelo contrário, ela se impõe diante de qualquer pessoa, em inúmeros aspectos da vida cotidiana. As invenções modernas e o desenvolvimento industrial que delas resultou criaram, em muitos sentidos, um mundo completamente novo. E hoje não podemos nos afastar desse mundo, assim como não podemos deixar de respirar o ar que nos cerca.











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