Calvinismo, Uma paráfrase - Vol 3 - A Doutrina da Igreja e o Governo Civil

 

Calvinismo, Uma paráfrase - Vol 3 - A Doutrina da Igreja

A conclusão da grande obra de João Calvino. Neste terceiro volume, o reformador conduz o leitor pelos temas que moldaram a identidade da fé reformada: a Igreja, seus ministros, os sacramentos, a disciplina e o governo civil. Em uma linguagem clara e acessível, esta paráfrase preserva o pensamento de Calvino enquanto torna sua leitura agradável para o cristão de hoje. Se os volumes anteriores estabeleceram os fundamentos da fé, este completa a jornada, apresentando como Deus governa e preserva seu povo na história.

Neste volume você encontrará:

  • A verdadeira Igreja e suas marcas
  • A unidade da Igreja e o combate aos falsos ensinos
  • Pastores, presbíteros, diáconos e o governo da Igreja
  • A história do papado e a crítica às doutrinas romanas
  • A autoridade da Igreja, dos concílios e da disciplina eclesiástica
  • Os sacramentos e seu verdadeiro significado
  • O batismo e o batismo infantil
  • A Ceia do Senhor e a rejeição da missa papista
  • Os cinco falsos sacramentos do romanismo
  • O governo civil e o papel das autoridades segundo as Escrituras

LEIA UM TRECHO:

A Igreja Invisível, Universal e Fundada na Eleição de Deus

Quando, no Credo, professamos crer a Igreja, a referência não é feita apenas à Igreja visível, da qual agora tratamos, mas também a todos os eleitos de Deus, incluindo aqueles que já partiram desta vida. Por essa razão emprega-se o verbo crer, pois muitas vezes não se pode distinguir exteriormente os filhos de Deus dos ímpios, nem o verdadeiro rebanho de Cristo da multidão indomada dos incrédulos. Alguns costumam acrescentar a preposição “em”, dizendo crer “na Igreja”, apoiando-se em antigo costume; contudo, a forma mais apropriada é simplesmente crer “a Igreja”. Como observam antigos escritores, dizemos que cremos em Deus porque nele repousa toda a nossa confiança e porque nossa fé encontra nele seu pleno fundamento. O mesmo não pode ser dito da Igreja, assim como não se diz da remissão dos pecados ou da ressurreição do corpo. Entretanto, mais importante do que a forma das palavras é a verdade que elas expressam: embora Satanás empregue todos os seus esforços para destruir a graça de Cristo e os inimigos de Deus se lancem furiosamente contra ela, essa graça jamais será extinta, nem o sangue de Cristo deixará de produzir fruto. Por isso, devemos considerar tanto a eleição secreta quanto o chamado interior de Deus, pois somente ele conhece aqueles que lhe pertencem (2Tm. 2:19).

Da Escolha dos Bispos sob o Papado e da Corrupção de suas Nomeações

Convém agora colocar diante dos olhos do leitor a forma de governo eclesiástico observada pela Sé Romana, por todos os que lhe são subordinados e por toda aquela hierarquia de que tanto se vangloriam, comparando-a com a descrição que fizemos da Igreja primitiva e antiga. Esse contraste mostrará claramente que espécie de igreja possuem aqueles que se gloriam desse título como se ele, por si só, fosse suficiente para superar ou mesmo esmagar toda oposição. Será melhor começar pela vocação ao ministério, para que vejamos quem são os que são chamados, que caráter possuem e sobre quais fundamentos são admitidos ao ofício. Depois examinaremos até que ponto desempenham fielmente suas funções. Daremos o primeiro lugar aos bispos. Oxalá pudessem eles reivindicar também a honra de ocupar o primeiro lugar nesta análise. Entretanto, a própria natureza do assunto mal me permite tocar nesse tema sem expor sua vergonha. Ainda assim, devo lembrar-me de que escrevo com o propósito de instruir e não permitirei que meu discurso ultrapasse os limites da exposição simples e ordenada.








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