As Duas Babilônias - Alexander Hislop
Nesta obra marcante, Alexander Hislop investiga as origens históricas e religiosas que conectam a antiga Babilônia com práticas e doutrinas introduzidas mais tarde na cristandade. Ele revela como muitos ritos, símbolos e tradições foram herdados de cultos pagãos e disfarçados sob aparência cristã.
Mais do que uma denúncia, As Duas Babilônias é um convite à reflexão sobre a pureza da fé e a necessidade de retornar à simplicidade do Evangelho, adorando a Deus em espírito e em verdade, sem misturas ou corrupções humanas.
SUMÁRIO:
- INTRODUÇÃO
- O CARÁTER DISTINTIVO DOS DOIS SISTEMAS
Cronológia de Sem e Ninus
A Idolatria e a Fé Patriarcal
Razões para o Segredo
Cronologia Hebraica - OBJETOS DE CULTO
A Trindade na Unidade
A Mãe e a Criança, E a Origem da Criança
A Mãe da Criança
Festivais
Doutrina e Disciplina
Ritos e Cerimônias
Ordens Religiosas
Os Dois Desenvolvimentos Historicamente e Profeticamente Considerados - CONCLUSÃO
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LEIA UM TRECHO:
No Egito, as taxas funerárias e os custos de missas pelos mortos cobrados pelos sacerdotes eram consideráveis. Como Wilkinson relata, "os sacerdotes induziam o povo a gastar grandes somas na celebração de ritos funerários; e muitos, que mal tinham o suficiente para as necessidades diárias, economizavam algo para as despesas com sua morte". Além do processo de embalsamamento, que podia custar um talento de prata (cerca de 250 libras em moeda inglesa), o túmulo também era adquirido a um custo altíssimo, e inúmeras outras cobranças eram feitas ao patrimônio do falecido para a realização de orações e serviços espirituais para a alma. Ele acrescenta: "As cerimônias consistiam em sacrifícios semelhantes aos oferecidos nos templos, prometidos pelo falecido a um ou mais deuses (como Osíris, Anúbis e outros ligados a Amenti); incenso e libações também eram apresentados, e uma oração às vezes era lida, com parentes e amigos presentes como enlutados. Eles até juntavam suas orações às do sacerdote."
O sacerdote que oficiava o serviço funerário era escolhido entre os Pontífices, que usavam uma pele de leopardo, enquanto outros ritos menores eram realizados por sacerdotes auxiliares para as múmias, antes de serem enterradas no túmulo. Esses ritos continuavam a ser realizados em intervalos regulares, desde que a família continuasse pagando por eles. Assim operava a doutrina do purgatório e as orações pelos mortos entre os pagãos. E em que ponto essencial essa prática difere da operação da mesma doutrina na Roma papal? As extorsões são as mesmas. A doutrina do purgatório é puramente pagã e não resiste à luz das Escrituras. Para aqueles que morrem em Cristo, nenhum purgatório é necessário, pois "o sangue de Jesus Cristo, Filho de Deus, purifica de TODO pecado". Se isso é verdade, qual a necessidade de outra purificação?
[...]
Se o que já foi dito mostra a política carnal de Roma às custas da verdade, as circunstâncias que acompanham o festival da Assunção revelam ainda mais a ousada maldade e blasfêmia daquela Igreja. A doutrina relacionada a este festival, no que diz respeito ao Papado, não foi estabelecida na Idade das Trevas, mas três séculos após a Reforma, em meio a toda a luz alardeada do século XIX. A doutrina que fundamenta o festival da Assunção é a seguinte: que a Virgem Maria não viu corrupção, que tanto seu corpo quanto sua alma foram levados ao céu, e que agora ela está investida de todo o poder no céu e na terra. Essa doutrina foi descaradamente proclamada ao público britânico em uma recente pastoral do Arcebispo Papista de Dublin. Agora, essa doutrina recebeu o selo da Infalibilidade Papal, tendo sido incorporada ao último decreto blasfemo que proclama a "Imaculada Conceição". No entanto, é impossível para os sacerdotes de Roma encontrarem um único apoio para essa doutrina nas Escrituras. Mas, no sistema babilônico, a fábula já estava pronta para suas mãos. Lá, era ensinado que Baco desceu ao inferno, resgatou sua mãe dos poderes infernais e a levou com ele em triunfo para o céu.

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